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Meio Ambiente

Data:8/2/2010 - Hora:23:40


Governos debatem ações prioritárias para o Xingu


Diretrizes e proposições sobre o Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável (PDRS) Xingu foram debatidas nos dias 1º e 2 de fevereiro, em Belém, com a presença de técnicos dos governos federal e estadual, a fim de definir ações prioritárias e emergenciais para dez municípios na região do Xingu, que somam mais de 250 mil quilômetros quadrados de área e tem população estimada em 293.088 habitantes (Ibge 2007).

O PDRS do Xingu terá ainda um novo cronograma de discussão, no final do mês de fevereiro, desta vez com os segmentos sociais organizados no município de Altamira, região do Xingu, localizado a 930 quilômetros de Belém, capital paraense. O plano vem sendo debatido através do Grupo de Trabalho Intergovernamental (GTI) composto de 25 órgãos estaduais e 19 órgãos federais.

A estruturação das ações de poder público que constam no PDRS foi definida a partir de quatro eixos temáticos: Ordenamento Territorial e Gestão Territorial; Infraestrutura para o Desenvolvimento; Fomento às Atividades Produtivas; e Inclusão Social e Cidadania.

Segundo a versão final do PDRS Xingu, o objeto maior do plano é "fornecer diretrizes aos órgãos públicos e demais instâncias de gestão para viabilizar a implementação de políticas sociais públicas voltadas ao atendimento das demandas da população na perspectiva de desenvolvimento sustentável".

Na avaliação de Luis Estórgio Pinheiro Borges, assessor técnico da Secretaria de Estado de Projetos Estratégicos (Sepe), "o papel da secretaria na construção do PDRS Xingu é o de fortalecer os processos produtivos na região como, por exemplo, a agricultura familiar, fomentar investimentos produtivos e atender as demandas da região através do programa Pará Rural".

Segundo Johaness Eck, representante da Casa Civil da Presidência da República, é "louvável a iniciativa de governos construírem um plano de desenvolvimento regionalizado para o Xingu. O PDRS Xingu constrói um novo paradigma no modelo para integração da região dentro de um contexto sustentável para o setor produtivo do Estado".

Na visão do pesquisador da Embrapa, Milton Kanashiro, a "preocupação dos governos federal e estadual é bem mais ampla do que mitigar os impactos da construção futura hidrelétrica de Belo Monte. O PDRS está incluído num contexto de estabelecer diretrizes para atender as demandas da sociedade e suportar as mudanças nas relações de produção na região".


Fonte:   Redacão Ecoamazônia



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